Quem foi João da Cruz?

Lí este artigo no site do Pastor Ricardo Gondim a quem eu admiro e respeito profundamente, e achei bom compartilhar o trecho abaixo.  

 *Durante toda sua vida, João da Cruz se tornou um contemplativo. Ele foi sempre sedento do infinito e não fez outra coisa senão "viver o amor, cantar o amor e ensinar o amor" E repetia: 

"O ferido de amor não se cura a não ser com o amor”.

Os sermões de João da Cruz são pérolas inestimáveis, seus conselhos, de uma sabedoria nobre e suas ambições, sempre nobres.

Para chegares a saborear tudo,
Não queiras ter gosto em coisa alguma.

Para chegares a possuir tudo,
Não queiras ser coisa alguma.

Para chegares a saber tudo,
Não queiras saber coisa alguma.

Para chegares ao que não gostas,
Hás de ir por onde não sabes.

Para vires ao que não possuís,
Há de ir por onde não possuís.

Para chegares ao que não és,
Há de ir por onde não és.

O olhar de Deus produz na alma quatro bens, isto é, a purificam, a favorecem, a enriquecem e a iluminam. É como o sol que derdejando na terra seus raios, seca, aquece, embeleza e faz resplandecer os objetos.

Oxalá o cristianismo ocidental (principalmente o latino-americano) produzisse menos heróis e menos valentia religiosa.  Carecemos de mais santos com a têmpera de São João da Cruz; com gente assim, estaríamos bem mais próximos de ser luz do mundo e sal da terra.

Soli Deo Gloria.



- Postado por: mamanunes às 15h59
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DECAIR DA GRAÇA
     
A Carta aos Hebreus nos fala acerca de pessoas que um dia conheceram a Graça, com os poderes do mundo porvir, bem como provaram o perdão dos pecados, recebendo iluminação espiritual e, mesmo assim, DECAÍRAM da Graça.

Ora, o que significa este “da graça decaíram”?

Decair da Graça é não perseverar na consciência do Evangelho, antes o trocando por falsas seguranças espirituais, baseadas nas obras, no saber, no compreender, nas mecânicas dos ritos e sacrifícios, e em toda sorte de confiança naquilo pelo e contra o que Jesus morrer.

Decair da Graça é deixar de confiar na suficiência de Jesus e de Sua Cruz quanto a tudo quanto possa ser quanto para o homem.

Decair da Graça é escolher outra via, ou tentar aumentar a Graça, ou mesmo diminuí-la a fim de que caiba a porção de nossas seguranças humanas autônomas em relação ao que Jesus Consumou. 

Decair da Graça é esquecer dos pecados outrora perdoados de graça, e agora buscar encontros de contas com Deus, como se a Graça tivesse apenas dado ao homem a vantagem de pô-lo em equivalência com Deus para, daí em diante, o próprio homem bancar sua justiça perante o Santo.

Decair da Graça é inventar doutrinas e mais doutrinas e empurrá-las na goela dos homens como pílulas de salvação desenvolvidas no laboratório de “Genéricos da Igreja”.

Decair da Graça é voltar às obras mortas e suas culpas já canceladas; e isto em razão de que pela presunção de perfeição a pessoa se esboroa contra a realidade, gerando culpa; e que remete o individuo para o estado de anulamento de toda Graça, tanto do presente como também até do passado.

Decair da Graça é esquecer o amor à gratidão e se casar com o juízo.

Decair da Graça é pensar que o amor de Deus é feito de indulgências à perversidade ou a luxuria; e, assim, ungir a lascívia e a perversidade como bênçãos dos céus.

Decair da Graça é fazer como o “Cristianismo” fez; e, com ele, bem próximo a nós, “os evangélicos” fizeram e muitos continuam a fazer: sacrifícios aos deuses do dinheiro e da prosperidade; culto às instituições; adoração à verdade feita pacote moral; reverencia a teologia como gnose pagã; visão do ministério como unção de bruxos; e culto a tudo o mais que retire da vida a Graça do sentir e do crer.

Isto é decair da Graça!

O que você diz?

Pense nisso!

 
Caio Fábio

 
www.caiofabio.com.br



- Postado por: mamanunes às 08h26
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Nenhum cristão sadio anda com lentes de aumento procurando os demônios da perseguição. Só a síndrome do pânico avista uma avestruz onde pousava um mosquito. Os colecionadores dos fantasmas da perseguição são doentes graves. Também, é caso sério quem precisa desculpar suas mazelas instigando perseguição. Todos estes que ferroam para serem depois molestados, sofrem de uma profunda desorganização psíquica.

Glenio Paranaguá



- Postado por: mamanunes às 23h57
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Por que “outro Deus”?

Para responder, preciso fazer uma confissão: gosto de Marx (1818 – 1883), Nietzsche (1844-1900), Freud (1856-1939), Sartre (1905 – 1980), e outros caras do tipo.

Gosto porque são passionais, ou melhor, prefiro dizer viscerais, e honestos, pelo menos no que escreveram. Gosto porque suas perguntas deixam os religiosos, como eu, por exemplo, no canto da parede.

Gosto porque suas perguntas não têm nada a ver com Deus. Têm tudo a ver com os religiosos, ou se você preferir, com a idéia religiosa de Deus, o que Saramago chamou de “fator Deus” – a maneira como Deus é percebido, crido, tratado pelos que nele crêem.

A religião, no sentido de “fator Deus”, de fato, é um esconderijo para gente alienada, covarde e infantil.

Não são poucos os que se apegam ao “fator Deus” em busca de consolo para sua infelicidade na existência e sobrevivem do sonho do paraíso pós morte, deixando a história entregue aos oportunistas.

Muita gente procura em Deus o pai que nunca teve e ou gostaria de ter tido, isto é, aquele protetor e provedor incondicional, para quem se corre quando a vida faz careta. Outros há que se recolhem em Deus fugindo exatamente da possibilidade de encarar as caretas da vida, numa recusa em assumir a responsabilidade de escrever uma biografia digna, entregando tudo aos desígnios determinados pelo céu, a famosa vontade de Deus.

Por que “outro Deus”?

Porque um Deus que gera alienados, infantis e covardes não é Deus, é um deus. Um Deus “costas largas”, como diz minha mãe, responsabilizado por todas as mazelas da vida, e é cobrado por solucionar rápido o desconforto dos seus fiéis, não é Deus, mas um deus, isto é, um ídolo.

Mas há coisa pior do que ser alienado, infantil e covarde. Dizem que pouca gente faz tanto mal quanto os estúpidos engajados, os idiotas trabalhadores. Quando o sujeito é um estúpido ou idiota preguiçoso, passivo, causa pouco estrago. Mas quando o sujeito é dedicado, comprometido, voluntarioso, então o estrago é grande.

Eles descambam para os fundamentalismos, promovem os sectarismos, abusam de sua pseudo autoridade, manipulam gente piedosa, usam a religião em benefício próprio, instrumentalizam o nome de Deus, e transformam o que seria esperança em niilismo e cinismo. Estes tais serviram para Nietzsche justificar sua angústia:

“Se mais remidos se parecessem aos remidos, mais fácil me seria crer no redentor”.

Ed René Kivitz é pastor da Igreja Batista da Água Branca em São Paulo.

*clique na foto e acesse o site*



- Postado por: mamanunes às 16h40
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"Ensina-me o que ainda não aprendi: ser semente que morre; preferir os últimos lugares; levar as cargas alheias; virar o outro lado do rosto na hora do soco; evitar gritarias; não desdenhar do pobre; chorar com os que choram e rir com os que riem." *Ricardo Gondim*



- Postado por: mamanunes às 23h51
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É quando o Má viaja que a floresta parece grande..a aldeia fica lá longe...e eu mais perto de nada. Num vãozinho do dia, procuro o colinho de Deus e cochilo tranquila...está tudo bem.

-Te aquieta menina, alma é assim mesmo, sente saudade até do futuro.

 

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Amor sem nexo.
Ricardo Gondim

Amar é ônus.
Quem ama sofre; 
todo amor derrama lágrima. 


Amar é tensão.
Quem ama conhece limite;
todo amor exige renúncia.


Amar é desordem.
Quem ama dá liberdade;
 todo amor permite opção. 


Amar é ruptura.
Quem ama rompe;
todo amor afasta afeto concorrente.


Amar é convivência.
Quem ama pede companhia;
todo amor busca calor de pele.


Amar é reverência.
Quem ama admira;
 todo amor enaltece apaixonadamente.

 

 



- Postado por: mamanunes às 02h36
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Álvaro de Campos
    Não durmo, nem espero dormir. 
    Nem na morte espero dormir. 

    Espera-me uma insônia da largura dos astros, 
    E um bocejo inútil do comprimento do mundo. 

    Não durmo; não posso ler quando acordo de noite, 
    Não posso escrever quando acordo de noite, 
    Não posso pensar quando acordo de noite — 
    Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite! 

    Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer! 

    Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo, 
    E o meu sentimento é um pensamento vazio. 
    Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam 
    — Todas aquelas de que me arrependo e me culpo; 
    Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam 
    — Todas aquelas de que me arrependo e me culpo; 
    Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada, 
    E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo. 

    Não tenho força para ter energia para acender um cigarro. 
    Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo. 
    Lá fora há o silêncio dessa coisa toda. 
    Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer, 
    Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir. 

    Estou escrevendo versos realmente simpáticos — 
    Versos a dizer que não tenho nada que dizer, 
    Versos a teimar em dizer isso, 
    Versos, versos, versos, versos, versos... 
    Tantos versos... 
    E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim! 

    Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir. 
    Sou uma sensação sem pessoa correspondente, 
    Uma abstração de autoconsciência sem de quê, 
    Salvo o necessário para sentir consciência, 
    Salvo — sei lá salvo o quê... 

    Não durmo.  Não durmo.  Não durmo. 
    Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma! 
    Que grande sono em tudo exceto no poder dormir! 

   Ó madrugada, tardas tanto... Vem... 
   Vem, inutilmente, 
   Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta... 
   Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste, 
   Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança, 
   Segundo a velha literatura das sensações. 

   Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança. 
   O meu cansaço entra pelo colchão dentro. 
   Doem-me as costas de não estar deitado de lado. 
   Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado. 
   Vem, madrugada, chega! 

    Que horas são?  Não sei. 
    Não tenho energia para estender uma mão para o relógio, 
    Não tenho energia para nada, para mais nada... 
    Só para estes versos, escritos no dia seguinte. 
    Sim, escritos no dia seguinte. 
    Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte. 

    Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora. 
    Paz em toda a Natureza. 
    A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras. 
    Exatamente. 
    A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras. 
    Costuma dizer-se isto. 
    A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece, 
    Mas mesmo acordada a Humanidade esquece. 
    Exatamente.  Mas não durmo.

 
 
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
 


- Postado por: mamanunes às 06h55
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Caso sério...

Sou daquele tipo de gente que não tá perdida

mas também não se acha, "sácomé?" 

To é  longe de entender  esse mundo cheio de gente...

Tem muuuuita gente, coisa que me assusta.

Moro na floresta, no meio da Mata Atlântica e me dou bem com todo tipo de criatura: passarinho, sapo, rã, perereca verde e amarela, mosquitinho e mosquitão, quati, macaco, aranha, formiga, cobra, lagarto e lagartixa, gato, cachorro, matinho, matão(de comer e de olhar); me entendo bem com essa moçada; só cruzo com eles quando quero e não provoco. Mas com gente é diferente...

Tenho amor de sangue e cheiro... marido, filhas, netos e uns chegados.

Não sou nada boazinha, sou doida, mas disfarço bem. Quando ponho a cara lá fora, respeito e não julgo ninguém.

Não é à toa que tá lá no livro de Gênesis, capítulo 6, versículo 6 (pode conferir):

"Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e isso lhe pesou no coração."

Hã hã?!?! Depois de ter se arrependido de criar o "hominho" livre e atrapalhado, Deus tem feito tudo para resgatar o original, aquele Adão...  

Veio à Terra em carne e osso prá  pedir que se crucifique o ego...

"Ame ao próximo como a tí mesmo.", sabe qual é?

Falando assim, parece fácil... "Quedê?"

E vai falar de Jesus Cristo?  "Ferrô geral" !

Ele  não era desse mundo como eu desse mundo não sou...

À propósito, sou criacionista por intuição;  creio no Deus único que é tres, Pai Filho e Espírito (louco né?) e me criou assim, corpo, alma e espírito...tres também. E tem que estar tudo juntinho.

O cientista criacionista  e professor Adauto Lourenço conversando com um amigo evolucionista diz o seguinte:

-O criacionismo é minha aposta. Agora, não tem problema, saberemos tudo quando morrermos e então, se você estiver certo, tudo bem, estou tranquilo, mas querido, se eu estiver certo, você vai ficar complicado.

hehehe...vo nessa.

 



- Postado por: mamanunes às 15h27
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                           Um dedo de prosa      

                                                       Um tempo no vão da vida

                           Um instante pra descansar

                                                      De tanta história vivida

                           



- Postado por: mamanunes às 18h28
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Quando eu nasci, me aparou um médico, Doutor Tertuliano. Homem crente, Cristão.
Olhei pra todo lado...procurando... Chorei pouco. Deixei prá chorar uns 10, 20, 30, 40, 50 anos mais tarde ... Até hoje choro quando respiro.
Não há meio de me acostumar com a vida aqui fora.
Minha mãe disse:
- Se chama Márcia Regina.
O Doutor respondeu:
- Quer dizer Rainha de Marte,o planeta da guerra.
E foi. Guerreei a vida inteira, comigo, com os outros, com o mundo com Deus que não tinha nada com isso ou tinha tudo com isso... Guerreei parar de guerrear.
Mas alguma coisa me acertou.
Prrrrráááááááááá !!!!!
Respiro fundo... já não choro,
tranpiro.
Meu Deus... Transpiro demais.
Choro pelos poros...

Uma coisa sei:
Meus Deus é vivo!


Gosto dessas frases
"Sou um velho diário perdido na areia esperando que você me leia..."
*Vander Lee*
"Não quero a faca nem o queijo, eu quero é a fome."



* Ah os poetas...*











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